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A demolição do dualismo cartesiano: a mente não é um piloto oculto no corpo, mas um erro categorial da nossa linguagem.
Por que o processamento físico e funcional de dados é acompanhado por uma experiência subjetiva em primeira pessoa?
Não há um centro de comando nem um teatro no cérebro: a consciência é um feixe de rascunhos paralelos e uma ilusão de usuário.
Nenhuma descrição científica objetiva em terceira pessoa é capaz de capturar como é a experiência sentida de existir.
A razão pura não existe: a consciência e a tomada de decisão emergem diretamente da homeostase corporal e das emoções.
O cérebro não registra o mundo passivamente: ele gera ativamente a realidade por predições bayesianas ajustadas aos sentidos.
Enxergar é formular teorias visuais: as ilusões de ótica provam que o cérebro projeta regras de profundidade sobre dados planos.
Estudos com cérebros bipartidos revelam o módulo do hemisfério esquerdo que fabrica histórias para justificar ações automáticas.
Pensamentos em competição darwiniana: padrões de ativação em colunas corticais lutam por espaço para atingir a consciência.
O 'eu' é um loop estranho: um vórtice autorreferencial de símbolos matemáticos e redes neurais que espelha a si mesmo.